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Praça de Santiago on Flickr.

GUIMARÃES (Portugal): Praça de Santiago.

Segundo a tradição, uma imagem da Virgem Santa Maria foi trazida para Guimarães pelo apóstolo S. Tiago, e colocada num Templo pagão num largo que passou a chamar-se Praça de Santiago. Praça bastante antiga, referida ao longo do tempo em vários documentos, conserva ainda a traça medieval.

Foi nas suas imediações que se instalaram os francos que vieram para Portugal em companhia do Conde D. Henrique.

Aí estava situada uma pequena capela alpendrada do séc. XVII dedicada a Santiago que foi demolida em finais do séc. XIX.

info: www.guimaraesturismo.com/pages/153/?geo_article_id=73

Padrão do Salado e Igreja da Oliveira on Flickr.

GUIMARÃES (Portugal): Padrão do Salado e Igreja da Oliveira.

A Igreja da Oliveira remonta ao século X, fundada pela condessa Mumadona Dias. Contudo, o templo actual é obra do final do XIV, estando a sua origem ligada aos acontecimentos da crise de 1383-85, em homenagem a Nossa Senhora da Oliveira a quem D. João I se encomendara antes da Batalha de Aljubarrota.

O Padrão do Salado (ou de Nossa Senhora da Vitória) foi erigido em 1342, no reinado de D. Afonso IV, para comemorar a participação portuguesa na Batalha do Salado. O monumento é constituído por um alpendre gótico em granito, que abriga um cruzeiro em calcário dourado.

info: arte.vmribeiro.net/?p=9

Padrão Comemorativo da Batalha do Salado on Flickr.

GUIMARÃES (Portugal): Padrão Comemorativo da Batalha do Salado.

Localizado na principal praça da cidade medieval, a Praça de Santa Maria - centro nevrálgico do burgo desde, pelo menos, o século XII -, o Padrão do Salado é um dos mais emblemáticos monumentos de Guimarães e uma das obras de maior simbolismo do Portugal medieval.

A sua construção remonta a 1340, ano da Batalha do Salado, em que tomou parte D. Afonso IV, conjuntamente com exércitos de Castela e de Aragão, contra tropas muçulmanas do reino de Granada e do Norte de África. Este feito, que estará na origem do cognome “o Bravo” de D. Afonso IV, motivou uma série de construções comemorativas, em várias partes do reino, sendo esta de Guimarães uma das mais célebres. Diante da principal instituição da cidade - e uma das que estava seguramente conotada com os períodos condal e de autonomização do reino - o Padrão do Salado é uma obra gótica relativamente modesta.

Compõe-se de um espaço quadrangular abobadado, aberto nas suas quatro faces através de arcarias quebradas, assentes em colunas adossadas, a partir das quais partem as nervuras da abóbada.

Estilisticamente, é uma obra relacionada com o Gótico da primeira metade do século XIV, ainda conotado com o período dionisino, recorrendo a um aspecto demasiado compacto e reforçado das estruturas, com pilares de colunas adossadas, nervuras bem vincadas e uma abóbada relativamente baixa. Também a decoração reforça este sentido austero do monumento: os capitéis, de decoração vegetalista, mas também antropomórfica, foram esculpidos de forma bastante rude, destacando-se a composição muito pouco do suporte. Por outro lado, os arcos são decorados por uma solução dentada, que acompanha toda a sua curvatura, existindo ainda ténues sequências de bolas. A monumentalidade do conjunto é dada pela existência de gabletes bastante apontados a coroar as aberturas para o espaço central, que se elevam praticamente à mesma altura do abobadamento exterior, e em cujo tímpano se colocaram escudos reais.

Nove anos depois de construído o padrão, o seu espaço central foi ocupado por um pedestal, em cujo topo se colocou a cruz, que ainda hoje subsiste. A sua compra deveu-se ao mercador vimaranense Pedro Esteves, que, ao que tudo indica, a adquiriu na Normandia (FERREIRA, 1996, 10). Trata-se de uma cruz espiritualmente gótica, representando as duas Paixões primordiais da religiosidade baixo-medieval: de um lado, a crucificação de Cristo; de outro, a figura da Virgem. O fuste foi enriquecido com as representações de São Vicente, São Torquato, São Filipe e um anjo, figuras que pouco ou nada se relacionam com a história de Guimarães ou com a Batalha do Salado, revelando, assim, tratar-se esta obra de uma clara importação, originalmente concebida para outro fim e outro teritório.

O padrão da vitória do Salado, mercê da sua localização em relação à colegiada e da imagem de devoção no interior, transformou-se, em pouco tempo, num dos mais importantes centros marianos do Norte do país, sendo procurado por verdadeiras multidões em dias de romarias e de festas. O gradeamento que o protege foi sucessivamente reformado ao longo dos tempos, datando da década de 70 do século XX a última grande campanha de restauro, momento em que foram substituídas as grades e se procedeu à consolidação das estruturas.

PAF

info: www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel…

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MELGAÇO (Portugal): Torre de menagem do castelo de Melgaço.

Mandado construir por D. Afonso Henriques, por volta de 1170, o castelo de Melgaço tinha como função a defesa da fronteira do Alto Minho.

De planta circular, a sua arquitectura é do tipo românica, apresentando uma torre de menagem (de planta quadrangular) ao centro e três outras integradas na linha das muralhas.

A torre de menagem apresenta planta de formato quadrangular, isolada ao centro do pátio de armas. Tanto ela quanto a muralha circundante, foram integralmente reconstruídas, depreendendo-se a sua característica românica apenas pelo desenho deste conjunto: uma sólida torre quadrada isolada no centro do recinto muralhado. A torre divide-se internamente em três pavimentos, iluminados por algumas frestas. O coroamento é feito por um remate em balcão com ameias, hoje requalificado como miradouro do museu arqueológico estabelecido nas dependências da torre.

Classificado como Monumento Nacional, foi sujeito a algumas intervenções, a Torre de Menagem foi convertida num núcleo museológico.

info: pt.wikipedia.org/

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SAHAGÚN (Espanha): Igreja de San Lorenzo.

A igreja de San Lorenzo é um dos melhores exemplos do românico mudéjar, sendo a cidade de Sahagun (perto de Leon) um dos seus focos principais. Construída no coração do bairro do mesmo nome (antiga mouraria) apresenta uma planta basilical, cabeceira tripartida e absides em forma de tambor, decoradas com magníficos arcos de ferradura. A impressionante torre combina o espírito cristão com as formas decorativas muçulmanas. É uma torre de quatro corpos, construído em tijolo como o resto do templo, com quatro secções: a parte inferior é decorada com arcos cegos, os dois primeiros, com quatro aberturas com arcos dobrados, e o último, com cinco aberturas rodeadas por arcos simples.

info: www.artehistoria.jcyl.es/tesoros/monumentos/445.htm

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