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Palacete do “Centro de Emprego” on Flickr.

FAFE (Portugal): Palacete do “Centro de Emprego”.

Há anos sem ser utilizado, o palacete anexo ao Centro de Emprego de Fafe, na rua José Cardoso Vieira de Castro, encontra-se votado ao abandono e os elementos naturais de erosão, vão desgastando o imóvel. Este belo exemplar de Arte Nova com inspiração francesa foi mandado construir em 1912 por Manuel Rodrigues Alves, natural do Porto e que viria a casar com a poetisa fafense Soledade Summavielle Soares, neta paterna do ilustre “brasileiro” de torna viagem, José Florêncio Soares e de Maria Teresa da Costa, primeiros proprietários de outro extraordinário imóvel de influência brasileira, também devoluto, localizado mesmo em frente ao Teatro-Cinema local. Nos anos 60, José Summavielle Soares recebeu a casa por herança, vendendo-a mais tarde a Alberto Leite Dantas. Em 1984 o executivo camarário promoveu a classificação do palacete como “Imóvel de Interesse Concelhio”, pelo seu “interesse e valor ao nível artístico, histórico e cultural”. A Câmara Municipal chegou a fazer um projecto visando a recuperação do imóvel, orçado em 130.000.000 escudos. Outra hipótese era uma intervenção parcial que custaria 70.000.000 escudos. Nenhuma das intenções foi viabilizada e a “nobre casa” acabou por ser adquirida, em 1986, pelo Ministério do Trabalho para instalação do Centro de Emprego e Formação Profissional de Fafe, construindo-se um edifício de raiz na zona das antigas cavalariças da casa, ficando o imóvel principal, praticante sem utilidade. Na época em que este palacete foi construído (1912), alguma imprensa local referiu-o como “a mais luxuosa moradia da vila, com todas as condições para se viver regaladamente”. É, de facto um raro exemplar de Arte Nova, construído em alvenaria, madeira e ferro forjado. Apresenta painéis de azulejos e pinturas decorativas, essencialmente, paisagens e motivos vegetalistas. No ano que completa precisamente 100 anos, um dos mais emblemáticos e valiosos imóveis históricos da cidade, em pleno centro urbano, encontra-se votado ao abandono, aguardando uma recuperação que dignifique o seu indiscutível valor histórico e patrimonial.

info: www.facebook.com/memoriasfafe

Colher de jardineiro no jardim de Serralves on Flickr.

PORTO (Portugal): “Plantoir” (Colher de jardineiro)

Esta escultura de Claes Oldenburg e Coosje van Bruggen, transforma um objecto de uso comum – uma colher de jardineiro – numa gigantesca peça de uso impossível. Reflecte o espírito pop destes artistas e o gosto pela elevação de objectos banais à condição de objecto artístico, tornando presente o próprio quotidiano como se uma lupa o ampliasse. Esta peça constitui uma referência ao próprio acto de plantar, tornando-se num símbolo e numa metáfora da intervenção qualificada do homem na natureza, podendo ser visto de 3 pontos diferentes: o caminho do jardim, a casa, e a rua, proporcionando um forte contraste com o espaço envolvente. Toda a sua força converge para o chão, para a terra, muito embora desça de uma grande altitude. Canelada nas costas e lisa por dentro, parece ter sido concebida a pensar na natureza, revelando o interesse destes artistas pela paisagem.

info: cct.portodigital.pt/gen.pl?sid=cct.sections/14112&fok…

Convento de S. Gonçalo on Flickr.

AMARANTE (Portugal): Convento de S. Gonçalo.

Fundado em 1540, este convento apresenta características de várias épocas. Neste monumento destacam-se a fachada principal, ao gosto filipino, a lateral, com o seu pórtico de três andares, (sendo o último barroco, com frontão rematado pelo escudo real). Uma especial atenção para a Varanda dos Reis, galeria de cinco arcos ao lado esquerdo do pórtico, os dois claustros e o interior, de três naves, com toda a sua decoração. Atualmente, funciona aqui o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso.

info: www.igogo.pt/convento-igreja-de-sao-goncalo-e-claustro/

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